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18 de fevereiro de 2014 - 10:00
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Brinquedo

Se a Barbie fosse uma mulher real…

Padrões irreais de beleza são exibidos pra gente desde criancinha, através de bonecas, brinquedos e desenhos. Claro que não dá culpar só essas coisas pelas imposições sociais loucas, mas vale ter consciência de que a Barbie representa uma perfeição inatingível.

O site Rehabs fala sobre tratamentos a vícios, inclusive sobre desvios alimentares e o mal que causam. Eles fizeram um infográfico bem legal que compara a Barbie a pessoas normais. E não é nada chocante descobrir que se a Barbie existisse, não poderia levantar sua cabeça, além de ser incapaz de levantar coisas pesadas com as mãos. Na cintura da boneca, sequer cabe um fígado inteiro e ela só poderia andar de quatro, já que seu tornozelo não aguentaria o peso do corpo.

A coisa é tão fora de padrão, que o site compara o corpo da boneca com a média de medidas do corpo de anoréxicas e de modelos e ainda assim, não chega nem próximo.

barbiexrealidade-infografico01

barbiexrealidade-infografico02

barbiexrealidade-infografico03

As medidas são tão irreais que inspiraram o artista digital Nickolay Lamm a criar uma versão da boneca com medidas reais! Pois é, após pesquisar, ele desenvolveu um modelo mais parecido com o corpo de meninas de 19 anos – mais baixa e cheia, com mais curvas, além de cabeça menor e um pescoço mais espesso. As pernas e braços mais seriam mais grossos, claro. É óbvia a diferença física entre as duas e o quanto a boneca mais famosa do mundo não tem nada a ver com o nosso corpo realmente, né? O artista ainda foi além e disse que se tivesse uma filha, não daria a ela nenhuma boneca da marca Mattel, apenas a versão que ele criou. Eita!

barbiexrealidade-bonecacomum01

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Independente de todas essas questões levantadas, a Lia e eu brincamos muito de Barbie e a gente não acha que isso tenha nos causado algum problema de auto-estima. Não dá pra deixar de achar o máximo ter a tantos anos uma boneca representando uma mulher independente e capaz de realizar as mais diferentes tarefas, de esportes à empregos.

Mas é engraçado pensar que nos últimos tempos, pela primeira vez o reinado da boneca tem sido ameaçado pelas marcas American GirlMonster High. Justamente uma franquia de bonecas que propõe aparência super realista e a outra franquia, com bonecas cheias de defeitinhos.

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20 Comentários

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  1. Aline Camargo
    18 de fevereiro de 2014 - 14:15

    Muito bacana a matéria! E mostra o quanto irreal é um corpo que muitas pessoas sonham em ter.

  2. Kah
    18 de fevereiro de 2014 - 14:21

    A Barbie é totalmente irreal e se fosse uma pessoa, seria muito bizarra!
    Claro que é um padrão sobre-humano, mas acho radicalismo condenar a boneca. Eu também tive muitas e brinquei demais com elas, não acho que causa problemas.
    Não conheço essas bonecas American Girl mencionadas, mas fiquei curiosa, vou procurar.

    • Lia
      18 de fevereiro de 2014 - 14:36

      Kah em 18 de fevereiro de 2014 às 14:21 disse:

      A Barbie é totalmente irreal e se fosse uma pessoa, seria muito bizarra!
      Claro que é um padrão sobre-humano, mas acho radicalismo condenar a boneca. Eu também tive muitas e brinquei demais com elas, não acho que causa problemas.
      Não conheço essas bonecas American Girl mencionadas, mas fiquei curiosa, vou procurar.

      A american girl é uma boneca que a menina personaliza pra ficar igual a ela. Tem mtos tons de pele, tipos diferentes de cabelo e etc.

  3. Domi Milani
    18 de fevereiro de 2014 - 14:25

    O problema com a Barbie não é a Barbie: é a soma de toda essa irrealidade que a mídia nos impõe. Vale lembrar que, quando foi lançada, a Barbie foi uma ideia muito interessante para as meninas, trazendo uma imagem de mulher independente, que mostrava que podíamos ser quem quiséssemos. Hoje, a maioria de nós já cresce com a certeza de que somos independentes, por isso passamos a reparar mais no defeito (o corpo) que na qualidade (o conceito) da Barbie.
    De uns tempos para cá a Mattel já mudou o corpo da boneca: lá pelos idos de 80/90, ela era tinha uma cintura muito menor e seios muito maiores.
    Eu vejo a coisa toda por 2 lados: acho que seria legal termos melhores representações do corpo feminino, mas, por outro lado, é normal que o design de brinquedos e desenhos seja mais fantasioso – inclsuive acho que isso é uma tendência, levando em consideração o sucesso de Monster High (que, “monstruosidades” à parte, tem uma proporção corporal totalmente caricatural) e das animações que tenho visto no Cartoon Network.
    E isso não vale só para o corpo feminino: se você reparar, os bonecos e herois, em sua maioria, são super bombados! ^^0 A diferença é que eles não são sofrem as cobranças que sofremos para se encaixarem no padrão, então eles podem simplesmente encarar essas representações como “um tipo específico de homem” e não como “o homem que eu devo ser”.
    Mudar o corpo da Barbie não resolve o problema de auto-estima das nossas meninas: temos que mudar nossa atitude no dia a dia, parar de apontar outras mulheres e dizer que estão gordas, mal-cuidadas, feias, como se fosse algum dever seguir o padrão de beleza; parar de criticar cantoras, atrizes e outras figuras da mídia por sua aparência, no final das contas, não tem nenhuma relação com o talento. É tolice achar que as meninas se espelham em um brinquedo mais que em uma mulher real, mas é mais fácil cobrar da Mattel uma mudança na Barbie do que mudarmos nós mesmas… ^^0

    • Mariana
      18 de fevereiro de 2014 - 15:03

      Domi Milani em 18 de fevereiro de 2014 às 14:25 disse:

      O problema com a Barbie não é a Barbie: é a soma de toda essa irrealidade que a mídia nos impõe. Vale lembrar que, quando foi lançada, a Barbie foi uma ideia muito interessante para as meninas, trazendo uma imagem de mulher independente, que mostrava que podíamos ser quem quiséssemos. Hoje, a maioria de nós já cresce com a certeza de que somos independentes, por isso passamos a reparar mais no defeito (o corpo) que na qualidade (o conceito) da Barbie.
      De uns tempos para cá a Mattel já mudou o corpo da boneca: lá pelos idos de 80/90, ela era tinha uma cintura muito menor e seios muito maiores.
      Eu vejo a coisa toda por 2 lados: acho que seria legal termos melhores representações do corpo feminino, mas, por outro lado, é normal que o design de brinquedos e desenhos seja mais fantasioso – inclsuive acho que isso é uma tendência, levando em consideração o sucesso de Monster High (que, “monstruosidades” à parte, tem uma proporção corporal totalmente caricatural) e das animações que tenho visto no Cartoon Network.
      E isso não vale só para o corpo feminino: se você reparar, os bonecos e herois, em sua maioria, são super bombados! ^^0 A diferença é que eles não são sofrem as cobranças que sofremos para se encaixarem no padrão, então eles podem simplesmente encarar essas representações como “um tipo específico de homem” e não como “o homem que eu devo ser”.
      Mudar o corpo da Barbie não resolve o problema de auto-estima das nossas meninas: temos que mudar nossa atitude no dia a dia, parar de apontar outras mulheres e dizer que estão gordas, mal-cuidadas, feias, como se fosse algum dever seguir o padrão de beleza; parar de criticar cantoras, atrizes e outras figuras da mídia por sua aparência, no final das contas, não tem nenhuma relação com o talento. É tolice achar que as meninas se espelham em um brinquedo mais que em uma mulher real, mas é mais fácil cobrar da Mattel uma mudança na Barbie do que mudarmos nós mesmas… ^^0

      Amém umas 25 vezes! A Barbie vai sair na edição comemorativa de 50 anos da Sports Illustrated Swimsuit, uma revista cercada de polêmica por só mostrar modelos magérrimas e etc etc, e rolou um blá blá blá enorme desse assunto, falavam que a Barbie só reforçava essa ideia de que temos que ser perfeitas. “Ela” fez um post no site oficial falando sobre isso e lançando a campanha nova, chamada de Unapologetic, que tem como ideia principal “ser você mesma e nunca se desculpar por isso”, e eu acho sensacional! O link do post é esse http://www.barbiecollector.com/news/barbie-swimsuit-barbie-oped e vale a pena ler, pra quem gosta desse tipo de discussão (:

  4. Mariana Castela
    18 de fevereiro de 2014 - 16:45

    Melhor do que o post só essa discussão nos comentários ! Maravilhoso se divertir e ainda aprender com blog ! Haha
    E vou ler urgente essa “declaração” da Barbie ..

  5. Ana
    18 de fevereiro de 2014 - 20:48

    Óbvio que eu vou falar por mim e só por mim, porque afinal nunca vivi outra vida, né? Eu SEMPRE fui gorda, até quando era magra era “gordinha” (biotipo, né, gente), óbvio que tive muito problema de autoestima ao longo da vida, como todo mundo que não se enquadra já teve, mas, apesar de ter brincado muito de Barbie, só depois de adulta que passei a ver alguma relação entre as duas coisas. Na minha mente infantil, a boneca era uma… boneca? E, tal como minhas outras bonecas maiores eram irreais, não tinham corpinho de criança exatamente como eu tinha (eram bonecas, ué), a Barbie também não representava uma adulta.

    Sei lá, reitero que é MINHA experiência, mas minha família sempre respeitou MUITO a infância e nunca “cobrou”, por assim dizer, de mim uma atitude ou comportamento incondizente com a idade. Meus pais nunca foram neuróticos pra me fazer ~princesinha~, como existem aos montes por aí, e sempre me encorajavam quando os coleguinhas me chamavam de “baleia”, nunca acharam que eu tinha que emagrecer na infância nem nada disso, então posso estar divagando, mas estrutura familiar e educação conta muito no modo com a menina se relaciona com a imagem e brinquedo na infância, né?

    Em tempo, a idade realmente devastadora pra minha autoestima foi a adolescência, quando todo mundo começou a me fazer pressão pra emagrecer e todas as ‘ídolas’ teen de cintura fininha usando calças de cintura baixa… não sei se a Barbie foi a influência delas, mas acho que não.

    Penso que divaguei muito hahahaha

    • Lia
      18 de fevereiro de 2014 - 21:22

      Ana em 18 de fevereiro de 2014 às 20:48 disse:

      Óbvio que eu vou falar por mim e só por mim, porque afinal nunca vivi outra vida, né? Eu SEMPRE fui gorda, até quando era magra era “gordinha” (biotipo, né, gente), óbvio que tive muito problema de autoestima ao longo da vida, como todo mundo que não se enquadra já teve, mas, apesar de ter brincado muito de Barbie, só depois de adulta que passei a ver alguma relação entre as duas coisas. Na minha mente infantil, a boneca era uma… boneca? E, tal como minhas outras bonecas maiores eram irreais, não tinham corpinho de criança exatamente como eu tinha (eram bonecas, ué), a Barbie também não representava uma adulta.

      Sei lá, reitero que é MINHA experiência, mas minha família sempre respeitou MUITO a infância e nunca “cobrou”, por assim dizer, de mim uma atitude ou comportamento incondizente com a idade. Meus pais nunca foram neuróticos pra me fazer ~princesinha~, como existem aos montes por aí, e sempre me encorajavam quando os coleguinhas me chamavam de “baleia”, nunca acharam que eu tinha que emagrecer na infância nem nada disso, então posso estar divagando, mas estrutura familiar e educação conta muito no modo com a menina se relaciona com a imagem e brinquedo na infância, né?

      Em tempo, a idade realmente devastadora pra minha autoestima foi a adolescência, quando todo mundo começou a me fazer pressão pra emagrecer e todas as ‘ídolas’ teen de cintura fininha usando calças de cintura baixa… não sei se a Barbie foi a influência delas, mas acho que não.

      Penso que divaguei muito hahahaha

      HAhahaha É post pra divagar mesmo!

      Pois é, eu também acho que o elemento boneca sozinho não tem toda essa força não. Que é muito mais complicado por exemplo o espelhamento em um ídolo na adolescência, do que a criança ali no meio da diversão da brincadeira catar essa mensagem de corpo.

  6. Vanessa Lopes
    18 de fevereiro de 2014 - 21:58

    NUNCA gostei muito da Barbie. Sempre me pareceu muito “falsa” e, sinceramente, nunca a achei bonita. Sempre gostei muito mais da boneca Susi, com quadril e cintura mais largos (medidas mais “realistas”). Além disso, fora o rosto, que é mais bonito (para mim), o conjunto também é mais bonito. Tanto que quando fiquei mais velha acabei me desfazendo das poucas Barbies que tinha e guardei as Susi, que tenho até hoje.

  7. Anne
    18 de fevereiro de 2014 - 22:37

    Achei bem interessante imaginar como ela seria se existisse, mas também concordo que não precisa condenar. É igual fazem com jogos de tiro, surge um doido que sai matando e aí descobrem o game que jogava e pronto, isso foi o culpado!

  8. paula
    19 de fevereiro de 2014 - 15:06

    A matéria é interessante, mas gente vamos combinar que a barbie é só uma boneca que toda menina quer ter, não pelo corpo, mas pq a barbie pode ser nadadora, borboleta, bailarina, princesa, noiva, veterinária, modelo, etc… Sempre tive barbie, minhas sobrinha adoram a boneca e elas tem a barbie. Nunca tive problemas de autoestima por gostar das barbies quando criança.Acho ainda, que hoje em dia os padroes de beleza são outros, tá muito mais na moda mulheres saradas, com corpão, bunda, peito,perna grossa e barriga sequinha do que os padroes barbie. é muito mais influenciável a outra boneca que foi feita com “padrões normais” do que a barbie propriamente dita.

  9. Suzanne B.
    19 de fevereiro de 2014 - 15:29

    Acho besteira quando relacionam como você age com alguma coisa “Se ter Barbie vai ter problemas de autoestima” “Se jogar video-game vai virar uma pessoa agressiva” , faço coleção de Barbie desde pequena e nunca pensei que queria ser como a boneca ou a invejava. Acho que isso tem mais a ver com o que você vive ao longo dos anos do que só com uma coisa afinal. E outra, essas “American Girl” são assustadoras. bjs auhahuauahuhaauhuahahhauhaua

  10. Ana Carolina
    20 de fevereiro de 2014 - 00:51

    A verdade é que eu sempre brincava de Susi porque minha mae dizia que era a mais proxima da realidade, e no fundo, era a mais barata mesmo kkkk e nunca fui infeliz por isso!

  11. Jessica
    20 de fevereiro de 2014 - 09:07

    Ai, que chatice, para tudo agora se tem que fazer uma versão politicamente correta. Boring. Sempre tive e nunca imaginei ser igual, nem pensava nisso, só brincava, e minha única preocupação era montar a casa da Barbie toda antes de me cansar. American Girls, fala sério…

  12. Mari
    25 de fevereiro de 2014 - 10:39

    Muito boa matéria, Lia! (:

    Sempre sofri preconceito na escola. Não pelo peso, pois sempre fui magrinha – fiz ballet e tudo – mas pela cor da pele. Ser a única negra de cabelo crespo no colégio particular pode ser.. interessante rsrs Apesar de eu saber que não PRECISAVA ser branca e loira dos olhos claros, por conta das ~brincadeiras~ dos ~colegas~, muitas vezes minha mãe precisou me lembrar disso com palavras de encorajamento, dizendo que meu cabelo era lindo SIM e coisa e tal..

    Acho que esse é o objetivo por trás desse post, desses estudos, pesquisas e criações de bonecas “realistas”: mostrar pra menina gordinha que, ok, ela não é a Barbie, mas é tão bonita quanto, do seu próprio jeito. Que ela pode ser independente, bem sucedida e elegante como a figura da Barbie, sem as mesmas medidas – até porq, é cientificamente impossível..

  13. […] Just Lia | […]

  14. Evelin Corrêa
    02 de abril de 2014 - 17:44

    Bom, eu sei qeu que o intuito da pesquisa é outro, mas eu gostaria de salientar, que brinquei a minha infancia toda com barbies, sou apaixonada por elas até hoje, sou baixinha e gordinha e me amo como sou (:
    É isso

    Lovely Evv

  15. Claudia Miguel Romstad
    04 de abril de 2014 - 09:46

    Muito interessante esse post!As pessoas sempre vão achar uma culpada!

  16. Rita Angelin
    07 de julho de 2014 - 16:37

    Eu só fã da barbie até hoje e nunca quis ter o corpo como o dela, minha filha também gosta, mas eu achei legal essa versão dela real, ficou parecida comigo, é só colocar o cabelo escuro kkkkkkkk

  17. Júlia Brito
    22 de julho de 2014 - 21:58

    Deveriam fabricar assim, ai muitas meninas se aceitariam desde criança e não tentariam chegar ao corpo impossível.
    http://corujeando.blogspot.com.br/

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